Nueva Etapa de la revista La Pecera

que inició su recorrido durante la crisis argentina del 2001 hasta el año 2009, en que dejó de publicarse en papel , hasta 2016,  en que reaparece con el Nro 15.

 "Ningún pez es demasiado raro para tu pecera" es el lema de la revista, inspirado en la conocida novela de D. H. Lawrence, señalando la heterogeneidad de contenidos y lenguajes. Y también, una apuesta por autores, poéticas y pensamientos a contrapelo.

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram Social Icon

La PECERA.ne

ISSN 1666-8782

Fundada en Mar del Plata, otoño de 2001 © Editorial Martín y O. Picardo

DIRECTORES:

Osvaldo Picardo  y  Héctor Freire.

© 2016 Big Fish para La Pecera. Creado con Wix.com 

lapeceralibros@gmail.com

DIRECCIÓN POSTAL: Av. Pueyrredón 2387  5º Piso.  (1119) Capital Federal 

ADRIANE GRACIA: POESÍA DE BRASIL
Poemas inéditos (en portugués)

*Adriane Gracia é poeta, nascida em Belo Horizonte (MG), cidade onde reside. Em 2013, seu livro “Fábulas para adulto perder o sono” ganhou o Prêmio Paraná de Literatura, na categoria poesia. Lançado pela Biblioteca do Paraná, teve segunda edição pela Confraria do Vento. Em 2014, publicou “O nome do mundo”, poesia, editora Armazém da Cultura; em 2015, publicou “Só, com peixes”; e, em 2016, “Embrulhado para viagem”, na Coleção Leve um livro, organizada por Ana Elisa Ribeiro e Bruno Brum. Os poemas selecionados fazem parte do livro “Garrafas ao mar”, que será publicado, em breve, pela editora Penalux.

Pacificada

 

Que liberdade essa

De encarar a dor

De não querer mais

Curá-la

De chamá-la para uma

Conversa

Quase todos os dias

E dizer: —  senta aí

 

Quase o amor obrigatório e doído

Por uma parenta velha

Doente, chata e longeva

Que a gente aceitou

E não pode mais

Pôr pra fora de casa.

Renovável

 

As águas têm memória:

Quebrei meu aquário

Inutilmente

(agora as lembranças

escorrem)

 

Lembro-me do dia exato

Em que descobri

O mecanismo da chuva.

Inteira

 

Chegou inteira

Sem um pedaço do baço

Um pulmão perfurado

Pouquíssimo suco gástrico

Mas inteira

 

O fêmur trincado

Um nervo fendido

Uma fratura exposta

Na falange mas

Inteira

 

Os que passam olham e

Cochicham

Sobre a assustadora frieza

Dos corações que

Regeneram.